Impressão Final

Serviços gráficos e editora

Brasil: o país do futebol.

O país da ginga e das grandes jogadas. Da pinga e da feijoada. Do malandro, que julga todo o resto otário. Dos feriados e dos finais de semana prolongados. De mínimos salários. De mulher avião e menino aviãozinho. De flanelinhas, camelôs e carvoeiros. De poucos artilheiros. Da cervejinha e da caipirinha. Da farofinha e dos farofeiros. Do morro e do asfalto. Dos sugestivos e enganosos noventa e nove centavos. Do trabalho escravo em canavial. Do silicone e do carnaval. Da profissão rainha de bateria. De mulher “banana” e mulher melancia. De escovas progressivas e inteligentes. De adultos ignorantes, omissos e negligentes. De jovens analfabetos e delinquentes. De educação pública falida e polícia vendida. Do mensalão e do mensalinho. Do corpão violão e do corpinho. Do pagodão e do churrasquinho. Da chapinha, da “chopada” e dos chapados. Do frangão assado e do sinal de trânsito mal sincronizado. De (L)ula à dorê e de miserê.

É a “joça” de uma mentalidade que abre as cortinas para o espetáculo futebolístico e fecha os olhos para a inquietante realidade que assola boa parte de tupiniquins travestidos de canarinhos falsificados. Os miseráveis, que convivem dia após dia com a falta de tudo; os pobres, que abraçam a mediocridade e carregam a bolsa-família à custa de estatísticas manipuladas; a classe média, que trabalha duro para manter seus pequenos luxos, paga o preço com onerosos impostos e sustenta a economia do país. Em posto privilegiado, a elite, que estampa “Caras” e coroas, que não abandona grifes italianas nem em funerais de históricos desastres de avião e não sabe o que é pagar plano de saúde para morrer com dignidade. Por dribles, passes e ataques a peso de ouro, suportamos o peso do status de um país em desenvolvimento, bem visto no cenário internacional.

Pra frente, Brasil. Salve ainda o país de mananciais, chapadas, vales, dunas, serras, cachoeiras e reservas florestais. Do sertão de “Severinos”, Maria Bonita e Lampião. De frevo e baião. De esmeril e acordeom. De chorinho e forrozinho. De Pixinguinha, Gonzaguinha e Gonzagão. De “velhos” baianos. De poetas, cronistas e letristas. De leitores e escritores. De estudiosos e talentosos. De gente valente e decente. De celebração e luta consciente. De pensar reticente. De mente pra frente.

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio, 14 de junho de 2010)

Posted by Juliana Izabeli On junho - 15 - 2010 Opinião

De origem inglesa, a palavra bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica que ocorrem nas instituições de ensino. É um tipo de agressão intencional, que ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas.

Algumas crianças, por serem diferentes de seus colegas – altos ou baixos demais, gordinhos ou muito magros, tímidos, nerds, mais frágeis ou muito sensíveis -, sofrem intimidações constantes. Discriminados em sala de aula, as vítimas de bullying, na maioria das vezes, sofrem caladas frente ao comportamento de seus ofensores. E as consequências podem ser desastrosas: desde repetência e evasão escolar até o isolamento, depressão e, em casos extremos, suicídio e homicídio.

Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, como é normal que as crianças impliquem uma com as outras, se dêem apelidos e briguem de vez em quando, nem sempre é fácil identificar quando o problema aparece. Por isso, é preciso que pais e professores estejam atentos para que percebam quando brincadeiras sadias, que ocorrem de forma natural e espontânea entre os alunos, se tornam verdadeiros atos de violência e perversidade – apenas alguns se divertem à custa de outros que sofrem.

Em Bullying – Mentes perigosas nas escolas, a dra. Ana Beatriz faz uma análise profunda sobre um dos tipos de violência cada vez mais noticiado, que precisa com urgência ser combatido. “Além de os bullies – os agressores – escolherem um aluno-alvo que se encontra em franca desigualdade de poder, geralmente este também já apresenta uma baixa autoestima. A prática de bullying agrava o problema preexistente, assim como pode abrir quadros graves de transtornos psíquicos e/ou comportamentais que, muitas vezes, trazem prejuízos irreversíveis. No exercício diário da minha profissão, e após uma criteriosa investigação do histórico de vida dos pacientes, observo que não somente crianças e adolescentes sofrem com essa prática indecorosa, como também muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática”, alerta a psiquiatria.

BULLYING: MENTES PERIGOSAS NAS ESCOLAS
Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
PREVISÃO DE POSTAGEM: Até 2 dias úteis.

De: R$ 33,90
Por: R$ 28,48
em até 3x sem juros

Posted by Jorge Marques On junho - 3 - 2010 Notícias

Amanda Cieglinski, Agência Brasil

BRASÍLIA – A ideia do Ministério da Educação (MEC) de criar um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente está sendo vista com “preocupação” pela categoria. O modelo funcionará de forma semelhante ao novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): os professores farão a prova e as secretarias de educação – municipais e estaduais – poderão utilizar a nota para selecionar os profissionais que irão trabalhar na rede pública de ensino.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, a ideia é “em tese” interessante porque contribui para a formação de uma carreira nacional do magistério, antiga revindicação da categoria. Ele teme, entretanto, que o novo instrumento sirva para criar rankings nacionais de avaliação dos docentes.

“Isso é muito preocupante e nós não concordamos. Esse projeto deveria ter sido melhor discutido, ele não foi debatido como deveria”, critica. Alguns estados utilizam a avaliação de desempenho de alunos e de professores para estabelecer políticas de bônus ou aumento de salário para aqueles docentes que obtêm o melhor resultado, o que os sindicatos são contra. “Os estados e municípios não podem culpar o professor por todos os problemas da educação”, diz.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, não há intenção de criar rankings. Ele destaca ainda que as notas obtidas pelo professores não serão divulgadas o que afasta a possibilidade de classificação. “O resultado é um exame exclusivo do professor”, disse à Agência Brasil. Haddad ressaltou que o exame “é endereçado a pessoas que queiram ingressar na rede, não para quem já está na rede pública”, por isso não há porquê os professores que já estão atuando temerem a avaliação.

“A não ser que o professor queira mudar de rede porque, por exemplo, está insatisfeito com o seu salário. O objetivo do projeto é ampliar o horizonte do profissional. E uma prova é obrigatória para a entrada no concurso público”, afirma.

Em 2011, a prova será destinada a docentes que tenham interesse em trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será responsável pelo exame. A matriz dos conteúdos que serão cobrados na prova estará disponível para consulta pública no site do Inep ainda essa semana. Professores, universidades, estados e municípios podem opinar sobre o modelo da prova durante 45 dias. Logo depois, terá início o período de adesão das redes de ensino.

Haddad acredita que o instrumento pode ajudar a melhorar as condições salariais dos professores da rede pública. “O objetivo é aumentar o salário do professor, porque o professor bem formado vai ser disputado. Todo mundo quer atrair para sua rede os professores que tenham condição de mudar a realidade da escola pública do Brasil. Todo o projeto visa a valorização da carreira”, defendeu o ministro.
Fonte: JB Online

Posted by Jorge Marques On maio - 27 - 2010 Notícias

Receba a Impressão por email

TAGs