Impressão de quê?

Impressão de quê?

Temos em mente única e intransferível a impressão de uma busca constante, de uma vida itinerante mediante a uma pergunta desconcertante, uma resposta provocante, um mundo oscilante, um eu determinante.

Sob ou a partir de (o que interessa?) ângulos opostos, prismas elucidários, percorremos os lados, equilibramo-nos em arestas, complementando, suplementando (ou pelo menos tentando) as lacunas urgentes, a sede e a fome iminentes.

Sede e fome de saberes, de dizeres, de seres. Luzes atravessam, desviam em frestas, desenham silhuetas, energizam corpos… “Sorria! Você está sendo filmado!” Eis o novo mundo – filho bastardo. Resta-nos uma migalha de poesia. Na impressão de uma estrofe, de uma quadra, de uma rima, de uma linha que costura toda uma vida.

Impressão de que mesmo? De que vale a pena viver para imprimir sua impressão. Para se permitir impressionar.

(Juliana Izabeli Bulhões – Rio, 08/02/2010)

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