A Microsoft vai manter sua estratégia de desenvolvimento para o mercado de buscas de Internet na China, independentemente de como venha a terminar a polêmica entre o Google e Pequim.
A Microsoft manteve relativa discrição na China desde que o Google anunciou que pode deixar o país devido a problemas de censura e depois de afirmar ter sofrido um ataque contra seus sistemas que, acredita a empresa, teve origem na China.
O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, havia declarado anteriormente que sua empresa não tinha planos para sair da China, indicando ser improvável que ela acompanhasse o exemplo do Google na contestação ao sistema chinês que força empresas de Internet a praticar autocensura em seus sites com relação a assuntos delicados.
“Não importa que o Google fique ou não, nós promoveremos nossos produtos de busca de computação em nuvem (na China)”, disse Zhang Yaqin, presidente do grupo de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft na região Ásia-Pacífico, em entrevista à Reuters na sexta-feira, durante a sessão de abertura do Congresso Nacional do Povo, o legislativo chinês, em Pequim.
Uma porta-voz do Google se recusou a confirmar ou negar que houvesse discussões em curso.
O Google lançou versão em chinês de seu site em 2006 e cumpre as leis locais que requerem censura de determinadas formas de conteúdo, tais como pornografia e assuntos sensíveis, a exemplo da independência do Tibete.
O Google detém cerca de 31,3% do mercado chinês de buscas, de acordo com a Analysis Internacional.
Fonte: UOL